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Livros

Atualizado em 19/11/14 09:37.

CARIBE, Relações Culturais Século XIXNegros e Coolies em Trinidad (1845-1870)
Alexandre Martins de Araújo. ISBN: 8590490416

Este estudo ocupa-se do conhecimento acerca das relações, entre diferentes culturas que coexistiram no Caribe durante o século XIX. Seus objetos de perscrutação são as relações entre as populações indiana e afro-descendente envolvidas nas lavouras de cana-de-açúcar de Trinidad entre 1845 a 1870.

Trinidad vivia sob o domínio Inglês e experimentava um período turbulento marcado, tanto pela constante chegada de imigrantes, influenciados pelas promessas de ganhos salariais nas Plantations, como pelo  difícil processo de transição do trabalho escravo para o assalariado.

Na busca por meios de sobrevivência e de conquistas sociais, cada uma dessas diferentes populações de imigrantes criou diferentes formas de se relacionar, tanto dentro de sua cultura quanto fora dela, dando origem a uma complexa realidade na qual elementos da cultura de um e de outro iam sendo inconclusivamente combinados por meio da coexistência de forças de dominação e resistência, afastamento e osmose, dominação consensual da língua e resistência a ela – algo não definido e infinitamente mutável.

Essa intricada realidade atraiu a atenção de pesquisadores que, no exercício de suas investigações, demonstraram quão complexa era e pode ser esta mesma realidade.

Desta feita, nosso estudo realiza uma crítica historiográfica cujo esforço tem por objetivo somar-se a outras obras que tentaram compreende-la.

Sabemos que os estudos históricos, voltados para as relações culturais, ainda se encontram no alvorecer de um longo dia - muitos teóricos apontam determinadas relações e propõem uma filosofia que as oriente. No entanto, são ainda especulações que, embora de grande utilidade para nossos diálogos,  carecem de estudos empíricos que possam comprová-las. Nesse sentido, este breve estudo, poderá também contribuir para o aprofundamento desse território rico, instigante e desafiador. Principalmente, em se tratando de um trabalho cujo investigador pesquisa uma realidade caribenha falando a partir do seu lugar no Brasil.

 

A ODISSÉIA DE UM JATOBÁ 
Alexandre Martins de Araújo. Ano: 2002. ISBN: 9788586110566

Esta pequena fábula intenta oferecer alguns elementos que possam contribuir para construção de um conhecimento plural, interessado em formas alternativas de relação com o meio ambiente e consciente das potencialidades da arte como recurso indispensável à produção científica. 

Seus capítulos foram organizados de forma a instigar o leitor a encontrar, nas diferentes e variadas aventuras vividas pelo seu protagonista, o Jatobá, o maior número possível de interfaces com conteúdos escolares e circunstancias da vida.  

As questões ambientais engendram toda a sua construção. Porém, propositalmente colocadas de forma análoga, proporcionando ao leitor a liberdade para estabelecer a sua própria forma de recepção estética diante das idéias apresentadas, ao invés de simplesmente reproduzir desgastadas noções predeterminadas por alguma ciência de plantão, que, na maioria das vezes, reforçam a presumida oposição sujeito versus objeto.

Do mesmo modo, apesar do tom assumidamente anedótico, os capítulos tendem direcionar a atenção do leitor para profundas questões sociais, como por exemplo, a migração campo cidade e as desigualdades sociais - assuntos sérios que invariavelmente são naturalizados por um dia-a-dia apressado, impedindo assim o seu questionamento a partir de posições filosóficas.

Em fim, esta breve ficção se nos apresenta como uma divertida tentativa de aproximar o jovem leitor dos complexos processos que se estabelecem nas relações entre homens e os diversos ambientes de que se apropriam.

 

 

COMUNIDADE NEGRA NO CERRADO - Narrativas de curas e remédios 
Olga Cabrera, Alexandre Martins de Araújo (Orgs.). ISBN: 978-85-88729-04-9

Este livro revela uma ao mesmo tempo reconhecida e ignorada face da sabedoria dos povos negros do Brasil. Aqui estão, como em um dicionário do saber da saúde, conhecimentos ancestrais a respeito do uso de recursos da natureza para a cura do corpo e da alma.

De propósito, pois aqui bem esta opção se aplica, os organizadores desta obra deixaram literalmente por escrito, o tom e os termos das falas ditas e gravadas. Em outras situações isto não seria recomendável. Mas acontece que aqui não se trata de registrar um português mal falado, e que ficaria melhor se oportunamente corrigido. Tal como em outros estudos realizados juto a atores populares, trata-se de capturar tanto a lógica cultural de um saber específico, quanto a forma lingüística por meio da qual ele é vivido, pensado e comunicado entre as pessoas. Em um outro país, mais sensível ao valor de suas diferenças, esta fala poderia ser estudada como um dialeto. Como uma forma cultural de dizer e escrever que precisa ser dita e escrita tal come é, porque traduz em um outro ritmo e em uma outra sintaxe e outra semântica, a sabedoria oral – agora posta por escrito – de uma outra cultura.

Aos poucos aprendemos a arrancar das sombras onde se esconderam por séculos, as pessoas, as comunidades, as culturas, as artes e as sabedorias de populações que, justamente porque precisaram viver distantes e ocultas do colonizador branco, aprenderam não apenas a sobreviver em um mundo que sempre lhes foi hostil – antes e depois da Abolição – mas a fazer com que sobrevivessem os seus modos de saber, sentir e pensar. Algo de que, em seu campo próprio, este livro é um excelente exemplo.

 

ENTREJORNADAS 
Alexandre Martins de Araújo. ISBN: 858719154-3

Coolies, Afrodescendentes e a Plantation Plural de Trinidad.

Hoje, a marioria dos partidos políticos de Trinidad & Tobago intenta explorar as chamadas diferenças entre os dois maiores grupos do pais cujas origens étinicas são historicamente diferentes. De fato, a etnia e a identidade trinitário-tobagenses superam qualquer etnicidade original de séculos passados oriundoas de outros países, outras línguas e culturas, e outras categorias.
O estudo do professor Araújo é importante, pois ressalta que a chamada tensão moderna em Trinidad encontra seu nexo mais em questões de ordem políticado que propriamente históricas e sociais, apesar de a política moderna aproveitar do princípio colonial denominado "dividir para governar". Há muito a aprender desse espelho / olhar histórico, tanto para não cairmos nas armadilhas das divisões superficiais como para avançarmos na contrução dessa república relativamente jovem, de uma cultura nacional e uma língua oficial que são compartilhadas por todos.

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