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Apresentação

Atualizado em 19/11/14 09:37.

NÚCLEO DE HISTÓRIA AMBIENTAL E INTERCULTURALIDADE - NUHAI

 

Os estudos do Núcleo de História Ambiental e Interculturalidade (NUHAI), órgão da Faculdade de História da Universidade Federal de Goiás, sob a coordenação do professor Alexandre Martins de Araújo, partem de uma perspectiva interdisciplinar e/ou transdisciplinar que contempla estudos acerca da história ambiental e os processos interculturais multifacetados e que, portanto, requerem diferentes abordagens teórico-metodológicas.

Em que pese os diferentes matizes, a história ambiental como campo do saber histórico busca ampliar nossa compreensão acerca dos múltiplos processos de interação entre os seres humanos e o meio ambiente, as diferentes respostas que os ecossistemas dão às ações antrópicas e o papel e o lugar da natureza na produção dos chamados “ambientes sociais”. Já a Interculturalidade pode e deve ser entendida como um meio que reconhece o valor inerente de cada cultura defendendo o respeito recipocro entre elas, mais que a um só tempo propõe enfrentar os conflitos advindos do relacionamento entre diferentes culturas, assim como ressaltar suas riquezas. Nesse sentido, como afirma Dussel (2004), um diálogo intercultural deve ser transversal, ou seja, “debe ser un diálogo multicultural que no presupone la ilusión de la simetria inexistente entre las culturas”.

A relativa escassez de estudos em história ambiental no Brasil e na região Centro-Oeste revela a premência relacionada à necessidade de realização de pesquisas nesse campo, visando o preenchimento de lacunas, tanto em nível da produção científica como no da oferta didática, no que se refere às estratégias de educação ambiental. Quanto a isso, acreditamos como Wosters (2004) que, “al ignorar el mundo natural cuando estudian el pasado, los historiadores estimulan a otros a ignorar el mundo natural en el presente y el futuro.” Além disso, a história ambiental aventa novas possibilidades metodológicas relacionadas aos estudos de história regional no que concerne a postura epistemológica da história ambiental em buscar o universal no particular. Pois, apesar das ilusões homogeneizantes preconizadas pela globalização, os historiadores ambientais asseveram que cada lugar no mundo constrói relações únicas entre homem e meio ambiente.

 

Objetivos

1 – Realizar estudos no campo da história ambiental e da interculturalidade nos espaços regionais, tendo em vista a interação, tanto entre os espaços locais como entre as diversas sociedades humanas e os variados ecossistemas em contínua transformação;

2 – Entender o desenvolvimento do pensamento conservacionista e as posições ambientalistas nas diversas sociedades ao longo do tempo,

3 – Investigar as diferentes perspectivas culturais acerca da relação homem-natureza, bem como analisar as diferentes percepções sociais relacionadas ao meio ambiente;

4 – Compreender, no âmbito dos processos históricos de deslocamento de populações pelo mundo, as intrincadas dinâmicas de significação e re-significação de elementos da natureza que se dão entre culturas em transito, culturas recém chegadas e culturas há muito estabelecidas;

5 – Incentivar o diálogo com as demais ciências que se ocupam da natureza, no sentido de possibilitar a elas refletirem acerca de seus objetos contribuindo para realização de um continuo processo de reconceitualização.

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